Abril de 2007
Apresentador: Ora então muito boa noite a todos, senhoras e senhores, respeitável público. Sejam muito bem vindos a mais uma gloriosa sessão fadista aqui no Solar da Rosa. Esta noite, temos como sabem um artista convidado muito especial, nada mais nada menos que o gerente-mór desta casa, o magnânimo Engenheiro José Fócraste…
Um do público: Mag… quê meu?!…
Apresentador: Eu disse MAGNÂNIMO…
Outro: Ora até que enfim que alguém põe os pontos nos iiisss, então o homem é Engenheiro Magnânimo e não Engenheiro Civil!…
Outro ainda: Mas ca’ ganda confusão!… mas que tipo de engenharia é essa?… Então o homem não é engenheiro sanitário ou lá o que é?!
Outro: Mas o gajo é engenheiro ou não é?… já não percebo nada desta treta, uns dizem que sim, outros dizem que o tipo é tão engenheiro como eu sou alfaiate…
Apresentador: Meus senhores, por favor…
Outro: Epá, e se vocês deixassem o esticadinho da silva do apresentador explicar como deve ser?
Outro: Faça o favor de explicar ó senhor Engenheiro apresentador!…
Apresentador: Perdão, eh,eh,eh!… eu não sou Engenheiro…
Outro: Passas a ser ó meu, assim como assim… tanto faz, neste país de merdolas tudo é doutor e engenheiro, portanto…
( Risada geral)
Apresentador: (para sossegar a plateia) Eh, eh,eh! se assim o desejam… seja!…
Outro: Então vá lá pá…
Todos: SENHOR ENGENHEIRO, SE FAZ FAVOR! Eh,eh,eh,eh!
O Mesmo: Ai… pois, senhor Engenheiro, eh,eh,eh,eh!
Apresentador: Bem, pronto… já chega, vou então apresentar o artista desta noite. Senhores e Senhoras, respeitável público desta casa, na minha e na vossa presença o inigualável José Fócrastes!…
(Palmas da plateia. Entra o artista e o grupo de músicos)
… Como sempre, teremos à guitarra o Avô Palmeida Santos, à viola o Tio Jerónimo, no baixo o Minorca Mendes e no baixo ainda mais baixo a Anã Droga.
Artista Fócrates: Muito obrigado a todos, senhores e senhoras. Com letra da minha autoria e música do fado do Zé Cacilheiro – todos vocês a conhecem- vou então interpretar o fado intitulado: ZÉ ENGENHEIRO.
(Soam os acordes e o artista “arranca
Quando eu era rapazote
puto muito espigadote
bonito, meigo e gentil
por ter a alcunha do trôlha
não hesitei, fiz a escolha
p’la Engenharia Civil
Na Covilhã dei entrada
catrapus, de uma penada
consegui ser bacharel
faltando a licenciatura
decidi na mesma altura
ir fazê-la p’ró ISEL
……..Refrão……..
Andava todo esfalfado
era o P.S. de um lado
e o curso d’outro afinal
sem suportar o balanço
do ISEL dei ao cavanço
por não ter pós-laboral
Certo Domingo à tardinha
ao tirar uma sestinha
sonhei que era um sortudo
qual milagre do Senhor
vi que os braços do Reitor
me estendiam o canudo
Sou Engenheiro
o canudo é verdadeiro
palavrinha de Primeiro
eu mostro-o a toda a gente
o ISEL não tinha pós-laboral, sorte a minha…ai!!! } Refrão
mas num Domingo à tardinha
saquei-a na Independente
Um do público: Ai o bicho!!! mas ca’ganda lata!!! Ainda por cima confessa…
Outro:Epá, deixa lá pá, como disse há bocado, assim como assim… nesta merda de país é só doutores e engenheiros… mais um da tanga tem alguma importância? Deixa lá o homem passear a cagança que tem tanto direito como os outros. (Vira-se para o artista) Ó engenheiro sanitário ou magnânimo ou lá o que és e o que queres ser, anda aqui para a minha mesa beber uns copos que ninguém te tira o título pá. …
( o artista hesita e olha desconfiado para os músicos sem saber bem que fazer)
… E os engenheiros , ou doutores guitarristas podem vir também. Eu cá sou o Lacerda, filho da dona Pulquéria, condessa dos Olivais, eh,eh,eh!… “bute aí pá”!
( Decidem ir todos, artista e guitarristas comer “à pala” na mesa do Lacerda. O Apresentador, mudo de espanto desabafa com os seus botões):
Apresentador: Pôrra pá!… desde que abri esta espelunca nunca houve noite que não acabasse à chapada; Querem lá ver que esta merda dos títulos de doutor e engenheiro até tem as suas vantagens?
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O Jumento

Vim só dar um beijo. Por uns tempos estou sem editar
beijocas*
Viva
desejo-lhe um bom regresso
e mais produções sp bem humoradas e criativas
Um abraço
RPM
Macro
Uma perguntinha: gosta de mafiosos?
eu não… explico isso lá no meu espaço..
E que seja muito bem aqui ao “blogoquistão”!
a sua inspiração já fazia falta…
e logo agora que temos tanta inspiração com esta atroz novela dos canudos socráticos!
Oh Zé! Que saudades de embarcar na Nau, e navegar ao sabor da tua nortada.
Mas pelo que vejo, estás muito dedicado ao teatro, o que acho bem neste país de “artistas”, que mais nada sabem fazer do que representar, e mal por tal sinal.
Aquele barço forte do regresso. Augusto
Ufffa ate que enfim tenho noticias tuas.
E como sempre andas bombastico e divertido, é sempre um prazer estar na tua Nau.
Um abraço com amizde.
Paulo
Bonito espaço. para voltar de vez?
Um abraço
então, seu Marujo!! julguei que tinhas embarcado para Cacilhas… fazias falta nestas marés.
abraço do Martelo-Sa
Sejas bem aparecido meu querido amigo António. De vez em quando fazes-nos esta partida, desapareces e voltas a aparecer com um novo visual. Espero que desta vez seja para continuar e não voltes a desaparecer sem deixar rasto. Quanto ao post. Não comento porque já estou farto deste assunto, embora tu saibas muito bem que não votei PS e por isso não ajudei a proporcionar este 1º. Ministro. Aquele abraço do teu amigo Raul
No jantar de blogs houve pelo menos 3 pessoas a perguntar por ti.
Bem aparecido!
Abraço
Simplesmente hilariante e genial!
Mais uma vez, Parabéns, Zeca.
E que nunca o humor e o génio te doam, pois ‘zurzir’ é preciso!
§(~_~)§ beijo da Afrodite
(uma carinha d’anjo – não desfazendo – num corpo espectacular, com tudo no sítio, muito dentro do prazo, sem aditivos nem silicones)
qual Dupont e Dupond, eu diria mais: genial e hilariante, simplesmente!
//(~_~)\\ um beijo da Titas
Oh Zé, que saudades eu já tinha da tua alegre casinha…
Bem apanhada, piada da fina e bem boa!
Espero que tenhas vindo para ficar.
Faz-nos falta este teu humor…
Um abraço, amigão.
José Gomes
Um prazer voltar à tua nau! Muitos beijos.
Queeeee saudadesssssss tinha do meu Amigo!!!!!
Que contentamento foi ver o seu comentario no meu blog!
Tenho falado tanto de si a amigos meus, dos nossos belissimos tempos na weblog e no Café Expresso, que creio, fizeram historia no tempo em que a blogosfera não estava ainda assim tanto divulgada…
Vejo-o então com casa nova…e muito bonita por sinal.
Vejo também que o talento pr’à Revista à Portuguesa e a sagacidade da sua critica social continua em alta…Espero que a saude esteja em pleno e que a gatinha ainda esteja bem e feliz!!!!
Até breve!
Um forte abraço,
valeria mendez, do Funchal
Ainda bem que as férias sabáticas acabaram!
Fazes falta ao humor nacional para ver se esta tristeza dura menos tempo!
Abração!
Entre um sanitário e um magnânimo, fora pelas nortenhas terras e houvera de sair algum “inginheiro magnório”, com a fusão dos genes… a qual fica muito aquém da confusão das gentes, como é sabido!…
Ora, seja muito bem reaparecido, coisa que se louva com vénia e aplauso, ainda que esse espírito saltitão dê para te perder o rasto.
Dá-lhes forte, que eles nem gemem. Mas talvez caiam…
Um grande abraço… e cá estamos!
Seja bem vindo Zeca! E não vá embora de novo.
Finalmente consegui chegar até aqui, depois de muito procurar e “passear”.
Seja bem regressado!
Um abraço!
quantos, quantos ;0))
Gostei imenso!!!